Contenção do agravamento da Covid-19: Artur Bolinha sugere distribuição de kits para tratamento inicial da doença em CG

O uso de medicações em crises pandêmicas é uma das medidas mais seguras para contenção do agravamento de doenças e consequentemente do aumento da taxa de ocupação de leitos hospitalares.

Em se tratando da covid-19, os crescentes números de casos graves da patologia tem sido associados à falta de medidas profiláticas no estágio inicial da doença, já que em diversos países, incluindo o Brasil, o foco epidemiológico é a atenção a pacientes em estágio sintomático avançado, alocados em fases denominadas “moderada” e “grave”.

O uso da Hidroxicloroquina tem sido colocado por diversos especialistas em torno do mundo como alternativa de tratamento desde o inicio da pandemia, especificamente em pacientes mais comprometidos pelo novo coronavírus,ou seja, pacientes hospitalares. Em contrapartida,nos últimos dias, pesquisas realizadas em diversos países tem mostrado avanço significativo no tratamento inicial da patologia como estratégia para evitar o agravamento da covid-19.

A cidade de Floriano, no Piauí, foi uma das primeiras no Brasil a ofertar na rede de Atenção Básica do município a combinação entre a cloroquina e azitromicina. O protocolo tem chamado atenção da comunidade médica em todo o país, pois o que se tem observado é que o tratamento no estágio inicial da doença tem mais eficácia do que em casos mais graves.

A decisão pela utilização desse método se deu através da troca de experiências entre a médica Marina Bucar, florianense radicada na Espanha que já tratou mais de 600 pacientes na Europa e o corpo médico de profissionais da Secretaria de Saúde e Hospital Regional Tibério Nunes.

A cidade de Barra de São Mamede, na Paraíba, é outro exemplo de município que decidiu ofertar o tratamento com a cloroquina desde estagio inicial da doença, quando do diagnóstico dos primeiros sintomas.

Artur Bolinha, presidente da Camara de Dirigentes Lojistas de Campina Grande (CDL/CG), endossa a ideia e sugere que o município precisa de uma alternativa profilática mais concreta e segura para conter o avanço da crise na saúde e afirma que o uso da medicação, após diagnostico e prescrição médica, é a estratégia mais acertada para o momento.

“Já que a Prefeitura de Campina Grande adotou como protocolo o uso da hidroxicloroquina, está no momento de disponibilizar em toda rede de atendimento pra todos os pacientes que apresentarem os primeiros sintomas da covid-19, o kit contendo a medicação, para que com isso seja possível evitar que a doença possa evoluir, diminuindo o impacto na rede de saúde da cidade e na vida das pessoas”pontuou.

Bolinha afirmou ainda que o momento é para medidas humanizados, para preocupação com o todo. De acordo com ele, as estratégias precisam focar na contenção da crise.

“Sugiro que essa medida seja adotada em larga escala e que todos os pacientes que recebem o atendimento primário, após a sinalização médica de indicativos da doença, possam já sair com o kit porque sem sombra de dúvidas isso seria um grande alento em meio a esse turbilhão na saúde.. Esse tipo de protocolo tem sido utilizado em várias cidades do Brasil, inclusive no exterior também e precisa ser adotado o mais rápido possível em Campina Grande. É uma medida segura, já que passa pelo crivo da ciência e possibilita impedir o agravamento da doença”concluiu.

Assessoria